
Cinquenta anos. E um site que não abria.
Cinquenta anos de distribuição em uma página: o catálogo dividido por segmento, e a cotação começando pelo insumo que a indústria procura.

Quem já era cliente comprava. Quem ainda não era busca no Google.
A Quimitêxtil distribui insumo químico para a indústria do Nordeste há cinquenta anos, de Vitória de Santo Antão. Pelo site deles são 56 insumos em oito segmentos, seis estados atendidos e entrega em até 72 horas. A carteira compra por telefone e conhece o comercial pelo nome. O problema nunca foi ela.
O problema era o degrau anterior: o comprador que ainda não conhece a empresa e começa a busca pelo produto. Para esse, o que existia era um site antigo que nem abria direito. E ele quer três coisas antes de qualquer conversa: se o insumo está no catálogo, se a entrega chega no estado dele, e com quem ele fala para cotar.
Tinha ainda uma parte que a empresa faz questão de mostrar e que quase todo site trata como enfeite. Meio ambiente, segurança e conformidade não são discurso para quem transporta produto químico há cinquenta anos: são licença, plano de resíduo e motorista certificado. Escrito como missão e valores, isso vira parágrafo que ninguém lê. Escrito como documento, vira argumento de compra.
Todo site é feito de escolhas. Aqui, cada uma tem um motivo.
O catálogo se lê por setor, não por produto.
O catálogo
Cinquenta e seis insumos em ordem alfabética não servem para quem chega: o comprador de curtume e o de tratamento de água não procuram no mesmo lugar. O catálogo é organizado pelos oito segmentos que a empresa atende, e cada um abre a linha dele. A pessoa se encontra antes de encontrar o produto, e é aí que ela sabe que veio ao fornecedor certo.
O ESG entrou como documento, não como discurso.
A conformidade
Quem compra produto químico compra risco junto, e é nesse ponto que a empresa sai da disputa por preço. Em vez de uma página de missão e valores, o site lista o que existe em papel: licença de operação da CPRH, cadastro no IBAMA, licença da Polícia Federal, plano de gerenciamento de resíduos e quatro motoristas certificados em MOPP, cada um com número e validade. Compromisso que tem número deixa de ser adjetivo.
Cotar não exige cadastro.
A cotação
Formulário longo e login antes do orçamento afastam justamente o comprador com pressa, que é o que mais compra. Aqui a cotação começa pelo canal que a pessoa já usa, com produto e quantidade, e chega direto no comercial, sem intermediário e sem fila. O atrito ficou do lado de quem vende.
Nada aqui é maquete. Tela por tela, é o site no ar.

O topo
O que a empresa distribui, para quem e há quanto tempo, na primeira tela.

Os diferenciais
Quatro razões escritas como operação, e não como adjetivo de catálogo.

Os segmentos
Oito setores industriais, cada um abrindo a linha de insumos que ele usa.

O processo
Três passos entre a dúvida e a entrega, sem cadastro no caminho.

A logística
Frota, certificação e cobertura tratadas como parte do produto.

As perguntas
O que trava uma cotação, respondido antes de a cotação começar.

O compromisso
Meio ambiente e segurança tratados como exigência do setor, não como vitrine.

O contato
A cotação termina no canal em que o comercial já atende.

O rodapé
Endereço do CD, canais e identificação da empresa, que é o que o comprador confere.

O catálogo
Busca por insumo, com ficha técnica e cotação item a item, no lugar da lista em PDF.

A operação
Seis pontos que dizem quem responde pela carga: frota própria, motorista certificado e prazo.

Os setores
Oito indústrias com a linguagem de cada uma, para o comprador se reconhecer antes de cotar.

A empresa
Meio século, seis estados e o catálogo em números, que é o que credencia um distribuidor.

O ESG
A responsabilidade ambiental ganha página própria, com os números da operação ao lado.

Os canais
Canal por assunto e formulário de cotação na mesma tela, sem intermediário no caminho.
Comprador industrial cota do chão de fábrica, pelo celular, entre uma máquina e outra.



