
Tinha fábrica, tinha peça, não tinha página.
A fábrica ganhou a autoridade que o convite pedia: o lojista entra no grupo já sabendo com quem vai falar.

A fábrica já produz em escala. O que ia começar era o anúncio.
A MR é fábrica própria em Taquaritinga do Norte e trabalha com private label, que é o lojista colocando a marca dele na peça em vez de revender a de outra empresa. Pelos números do site deles, são 40 mil peças por mês e mais de 1.500 marcas já produzidas ali. O que não existia era endereço na internet: nada, nem uma página.
E o que ia acontecer mudava o problema. A MR estava para começar a anunciar, e anúncio pago traz gente fria, que não conhece a fábrica e não saiu de casa procurando por ela. Página institucional não resolve isso: quem chega por anúncio decide em segundos, e ou entende o modelo naquela tela ou volta para o feed.
Todo site é feito de escolhas. Aqui, cada uma tem um motivo.
O botão pede o grupo, não o orçamento.
O pedido
Pedir orçamento a quem clicou num anúncio há vinte segundos é pedir demais, e é aí que a maior parte do investimento em mídia se perde. A página pede uma coisa que não custa nada: entrar no grupo onde a MR posta a coleção nova com a condição junto. Quem entra continua decidindo depois, e a fábrica passa a falar com ele toda semana em vez de uma vez só.
O mesmo anúncio traz três lojistas diferentes.
As três portas
Quem revende ainda não sabe o que é ter marca própria. Quem já tem marca aplica em peça pronta e quer coleção. Quem já produz em volume só quer prazo e condição. Um texto médio não convence nenhum dos três, então a página pergunta em que momento o negócio está e manda cada um por um caminho. A peça sai da mesma fábrica; muda por onde a conversa começa.
Prazo, mínimo e marco vêm antes do botão.
Os números
Lojista não fecha sem saber quanto tempo leva e quanto precisa comprar, e cada pergunta que sobra depois do clique é gente saindo. A página põe os três na frente: dez dias úteis contados da aprovação da arte, doze peças por cor, vinte e quatro quando a aplicação é em alto relevo. Prazo sem dizer de onde começa a contar não é prazo, é mais uma dúvida.
Nada aqui é maquete. Tela por tela, é o site no ar.

O topo
A fábrica se apresenta pelo que ela permite, e não pelo que ela produz.

O modelo de revenda
A dor é nomeada antes da solução: o produto igual ao do vizinho vira disputa de desconto.

Os três momentos
Três estágios de negócio, três conversas diferentes, e a pessoa escolhe a dela.

O antes e depois
Preço, margem e cliente comparados nos dois cenários, linha por linha.

O caminho
Da escolha da via à peça pronta, com o ponto em que o prazo começa a contar.

O convite
O destino da página é um só, e ele aparece nomeado em vez de virar um botão genérico.

O fecho
A última chamada volta ao mesmo destino, e o rodapé responde desde quando a fábrica existe e onde ela fica.
Lojista pesquisa fornecedor no intervalo do balcão, com o celular na mão e cliente esperando. É essa a tela que decide.



